Eu preciso de você
Como um bolo precisa de areia
Como uma mosca precisa da teia
Ou um doutor, d'um livro de ABC
Eu preciso do teu amor
Como um faquir precisa de comida
Como um diabético, de uma ferida
Ou das vaias, precisa o cantor
Eu preciso te ter!
Como um morcego precisa do sol
Como o peixe precisa do anzol
Ou um anoréxico, de emagrecer
Eu pereciso da tua presença
Como da miséria, os plebeus
Como um ateu anseia por dEUS
Ou melhores amigos, de uma desavença
Por favor, não vá embora!
Preciso terminar esse poema
Ou vai me deixar com problema
Meu contrato ainda vigora!
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
domingo, 31 de outubro de 2010
Fada
Depois de uma garrafa de absinto, eis que nos surge uma inspiração realmente horrorshow! Mostro-lhes, ó, queridos leitores, o que nasceu naquela noite banhada de verde!De repente, vi uma fada
Uma fada verde, uma fada quente
Uma fada caliente
Aguçando a minha mente
Entrelaçando o meu corpo
Nas tripas, sinto um aborto
No meu corpo sinto um calor
Um calor verde
Que na minha rede
Faz-me gozar, sonhar de amor
E nestes versos sucintos
Com goles de absinto
Sinto em minha mente
Alegria, nestes versos dormentes
Lembranças e tristezas presentes
Do verde que um dia foi presente!
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Fiat Lux
Os maiores sacrifícios
As maiores dores
Todos os dissabores
Com poucos artifícios
Nos viramos em mil
Pra cumprir uma missão
E a fazemos com paixão
Com o coração febril
Sem amor, não anda
Trabalho mal feito
Não temos o despeito
De entrar nessa ciranda
Incitamos a curiosidade
Do infinito saber
É o belo alvorecer
Que as cabeças invade
É o brilho do sol
Raiando o dia
Trazendo a alforria
Lento qual caracol
O trabalho é duro
Às vezes, nem compensa
Caçada sem recompensa
Mas é honrado e puro
É essa honra que nos conduz
E temos autoridade de dEUS
Pra dizer aos filhos teus:
Faça-se a luz!
As maiores dores
Todos os dissabores
Com poucos artifícios
Nos viramos em mil
Pra cumprir uma missão
E a fazemos com paixão
Com o coração febril
Sem amor, não anda
Trabalho mal feito
Não temos o despeito
De entrar nessa ciranda
Incitamos a curiosidade
Do infinito saber
É o belo alvorecer
Que as cabeças invade
É o brilho do sol
Raiando o dia
Trazendo a alforria
Lento qual caracol
O trabalho é duro
Às vezes, nem compensa
Caçada sem recompensa
Mas é honrado e puro
É essa honra que nos conduz
E temos autoridade de dEUS
Pra dizer aos filhos teus:
Faça-se a luz!
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Teimosia
Ora quero, ora não
Ora beijo, ora bato
Ora bom, ora chato
Ora espero, em oração
Horas a fio
Passam devagar
Fico a esperar
Aquele arrepio
Nem tanto assim
Nem oito, nem oitenta
Nem três ele aguenta
É bom, mas não pra mim
É tudo o que preciso
Bonito, inteligente
Um futuro pela frente
E chegou sem aviso
Bonito... pode ser
Inteligente... também
Mas ele não me convém
Ele só quer aparecer
Vou me atirar fundo
Me jogar em seus braços
Já anseio os amassos
E nascer a cada segundo
Já não escuta a razão
Não raciocina mais
Já está longe do cais
Só ouve seu coração
Essa história já presenciei
Vai mergulhar no mar
E depois, vai se afogar
Só não diga que não avisei
Ora beijo, ora bato
Ora bom, ora chato
Ora espero, em oração
Horas a fio
Passam devagar
Fico a esperar
Aquele arrepio
Nem tanto assim
Nem oito, nem oitenta
Nem três ele aguenta
É bom, mas não pra mim
É tudo o que preciso
Bonito, inteligente
Um futuro pela frente
E chegou sem aviso
Bonito... pode ser
Inteligente... também
Mas ele não me convém
Ele só quer aparecer
Vou me atirar fundo
Me jogar em seus braços
Já anseio os amassos
E nascer a cada segundo
Já não escuta a razão
Não raciocina mais
Já está longe do cais
Só ouve seu coração
Essa história já presenciei
Vai mergulhar no mar
E depois, vai se afogar
Só não diga que não avisei
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Coração De Poeta
Pronto para encantar
Como num passe de mágica
Ou como morte trágica
Pode te fazer chorar
Não tem rosto, nem medo
Nem tamanho, nem idade
Nem peso, nem saudade
Nem vida, nem enredo
Não é doce, nem azedo
Não é cura, nem veneno
Nem grande, nem pequeno
Nem água, nem rochedo
É tudo e também nada
É vida e também morte
É azar e a melhor sorte
E nem todos agrada
Não é meu nem é seu
De todos e de ninguém
Faz o que lhe convém
Para nobre ou plebeu
É começo, meio e fim
É dEUs e diabo
No seu verso desabo
É tudo de bom e ruim
Como num passe de mágica
Ou como morte trágica
Pode te fazer chorar
Não tem rosto, nem medo
Nem tamanho, nem idade
Nem peso, nem saudade
Nem vida, nem enredo
Não é doce, nem azedo
Não é cura, nem veneno
Nem grande, nem pequeno
Nem água, nem rochedo
É tudo e também nada
É vida e também morte
É azar e a melhor sorte
E nem todos agrada
Não é meu nem é seu
De todos e de ninguém
Faz o que lhe convém
Para nobre ou plebeu
É começo, meio e fim
É dEUs e diabo
No seu verso desabo
É tudo de bom e ruim
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Senhora
Tens tua raiz nativa
Em teu nome és senhora
E chegas sem demora
Das bocas, escorre saliva
Dizem que do bom veneno
Basta apenas uma dose
Pra viver em simbiose
E tu és um frasco pequeno
Mas és toda tentação
Apesar de ser perigosa
Yin, mulher audaciosa
Antes de pedir permissão
Rasga como boa mordida
Amores sem peso ou medida
Em teu nome és senhora
E chegas sem demora
Das bocas, escorre saliva
Dizem que do bom veneno
Basta apenas uma dose
Pra viver em simbiose
E tu és um frasco pequeno
Mas és toda tentação
Apesar de ser perigosa
Yin, mulher audaciosa
Antes de pedir permissão
Rasga como boa mordida
Amores sem peso ou medida
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Amarguras De Um Gauche
Quero ser palhaço
Mas não faço rir
Quero ir pro espaço
Mas terei que partir
Quero ser ator
Mas não sei representar
Quero ser cantor
Mas não sei solfejar
Quero ser violonista
Mas não sei dedilhar
Quero ser guitarrista
Mas não sei solar
Quero ser escritor
Mas não tenho paciência
Quero fazer humor
Mas me falta sapiência
Quero ser ladrão
Mas não boto medo
Quero ser escrivão
Mas não tenho enredo
Quero ser malandro
Mas me falta esperteza
Quero ser arqueiro brando
Mas não tenho destreza
Quero ser clínico
Tenho medo de sangue
Quero ser cínico
Mas sou um tanto langue
Quero ser escalador
Mas tenho vertigem
Quero ser estuprador
Mas eu respeito virgem
Na minha vida incerta
Sou um ser sem nome
Só posso ser poeta
Pra morrer de amor e fome
Mas não faço rir
Quero ir pro espaço
Mas terei que partir
Quero ser ator
Mas não sei representar
Quero ser cantor
Mas não sei solfejar
Quero ser violonista
Mas não sei dedilhar
Quero ser guitarrista
Mas não sei solar
Quero ser escritor
Mas não tenho paciência
Quero fazer humor
Mas me falta sapiência
Quero ser ladrão
Mas não boto medo
Quero ser escrivão
Mas não tenho enredo
Quero ser malandro
Mas me falta esperteza
Quero ser arqueiro brando
Mas não tenho destreza
Quero ser clínico
Tenho medo de sangue
Quero ser cínico
Mas sou um tanto langue
Quero ser escalador
Mas tenho vertigem
Quero ser estuprador
Mas eu respeito virgem
Na minha vida incerta
Sou um ser sem nome
Só posso ser poeta
Pra morrer de amor e fome
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Boca, Vinho E Ballet
O desejo do Arlequim
É o mesmo que sinto
Tua boca e vinho tinto
Num ballet belo e sem fim!
É o mesmo que sinto
Tua boca e vinho tinto
Num ballet belo e sem fim!
terça-feira, 31 de agosto de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Aos 60
Não lembro do último dia
Que você veio me ver
Acabar com a calmaria
Veio cheia de energia
Doida pra me enlouquecer
Quando eu menos esperava
Você começou devagar
Parecia que me atocaiava
Parecia que me buscava
E não sabia onde procurar
Tal como uma puta fria
Que começa meio sem sal
Mas esquenta minha alegria
Quem me dera essa magia
Não fosse só um carnaval
Que é uma vez por ano
Demora até sua vez chegar
Parece uma eternidade e tanto
Mas não dura quanto
Eu acho que tem que durar
Mas já não me importo
Já não ligo mais pra isso
Hoje eu só me comporto
Olho pra trás e me conforto
Pois, um dia, fui submisso
Mas assim é minha vida
E meus sonhos assim morrerão
Hoje já está absolvida
Não quero mais essa bandida
Essa bastarda dessa ereção!
Que você veio me ver
Acabar com a calmaria
Veio cheia de energia
Doida pra me enlouquecer
Quando eu menos esperava
Você começou devagar
Parecia que me atocaiava
Parecia que me buscava
E não sabia onde procurar
Tal como uma puta fria
Que começa meio sem sal
Mas esquenta minha alegria
Quem me dera essa magia
Não fosse só um carnaval
Que é uma vez por ano
Demora até sua vez chegar
Parece uma eternidade e tanto
Mas não dura quanto
Eu acho que tem que durar
Mas já não me importo
Já não ligo mais pra isso
Hoje eu só me comporto
Olho pra trás e me conforto
Pois, um dia, fui submisso
Mas assim é minha vida
E meus sonhos assim morrerão
Hoje já está absolvida
Não quero mais essa bandida
Essa bastarda dessa ereção!
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