Ela pertencia à nobreza
Mas a tudo contrariava
E ninguém imaginava
Que faria tal proeza
Vou agora lhes contar
O que foi que aconteceu
Pelo amor de um plebeu
Ela chorou um mar
Era uma nobre donzela
Que fugia do destino
Correndo em desatino
Passou numa viela
Trombou e caiu
Olhou, mas não viu
Levantou e ouviu
Agradeceu e sorriu
Meio aturdida, ela correu
Escondida, parou e pensou
"Para onde eu vou?"
Viu aqueles olhos e remoeu
"Quem seria aquele homem?
Por que fiquei nervosa?
O que me deixou ansiosa?
Aqueles olhos não somem..."
Dias depois se encontraram
Ele a olhou profundamente
Ela reagiu ardentemente
E eles se beijaram...
Durante longa conversa
"Isso não poderia acontecer!"
"Vamos fugir e desaparecer!"
E a alegria de dispersa...
Ela está para se casar
Casamento arranjado
Pelo dinheiro abençoado
Não iria perdurar
Um duelo foi marcado
Amor versus dinheiro
Artesão versus guerreiro
Ferreiro versus fidalgo
Apesar da sua agilidade
Como era de se esperar
O ferreiro cai a sangrar
E deu-se a fatalidade
Trocam o último carinho
Um beijo na testa dela
E desaba a donzela
E se desfaz o caminho
O desespero se agiganta
Ela precisa do ferreiro
No desafio derradeiro
Uma bruxa a encanta
"Agora vocês estão selados.
O destino de vocês está unido.
Após ouvir um zumbido,
Renascerão entrelaçados!"
A donzela executou o rito...
Dessa vez não conseguiram
E os dois partiram
Atravessando o portão do infinito
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quinta-feira, 11 de julho de 2013
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Au Revoir
Ton amour me réchauffe pas
Je suis juste une ombre
La marche dans la pénombre
De la vie, disculpa
Oublié du monde
Perdu dans le caniveau
Seulement un baliveau
Un arlequin immonde
Sans mon cœur
Je veux meurs lentement
dans votre sort enchantement
Je croyais être le vainqueur
Je suis juste une ombre
La marche dans la pénombre
De la vie, disculpa
Oublié du monde
Perdu dans le caniveau
Seulement un baliveau
Un arlequin immonde
Sans mon cœur
Je veux meurs lentement
dans votre sort enchantement
Je croyais être le vainqueur
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Só quero que saibas
Nada foi em vão
Nem os choros
Nem os agouros
Nenhum verão
Nem as brigas
Nem os beijos
Nem os desejos
Que me instigas
Nem as astúcias
Nem as proezas
Nem as incertezas
Nem as angústias
Nada foi em vão
Nem os abraços
Nem os percalços
Nem meu sim e teu não
Só quero que saibas
Que você sou eu
Que meu amor é teu
Mesmo que não me caibas
Que minhas mãos
Sempre vão te buscar
Para te endeusar
Em meus braços pagãos
Não quero o teu perdão
Só quero te dizer
Que és meu bem-querer
E que nada foi em vão
Nem os choros
Nem os agouros
Nenhum verão
Nem as brigas
Nem os beijos
Nem os desejos
Que me instigas
Nem as astúcias
Nem as proezas
Nem as incertezas
Nem as angústias
Nada foi em vão
Nem os abraços
Nem os percalços
Nem meu sim e teu não
Só quero que saibas
Que você sou eu
Que meu amor é teu
Mesmo que não me caibas
Que minhas mãos
Sempre vão te buscar
Para te endeusar
Em meus braços pagãos
Não quero o teu perdão
Só quero te dizer
Que és meu bem-querer
E que nada foi em vão
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Eu Preciso De Você
Eu preciso de você
Como um bolo precisa de areia
Como uma mosca precisa da teia
Ou um doutor, d'um livro de ABC
Eu preciso do teu amor
Como um faquir precisa de comida
Como um diabético, de uma ferida
Ou das vaias, precisa o cantor
Eu preciso te ter!
Como um morcego precisa do sol
Como o peixe precisa do anzol
Ou um anoréxico, de emagrecer
Eu pereciso da tua presença
Como da miséria, os plebeus
Como um ateu anseia por dEUS
Ou melhores amigos, de uma desavença
Por favor, não vá embora!
Preciso terminar esse poema
Ou vai me deixar com problema
Meu contrato ainda vigora!
Como um bolo precisa de areia
Como uma mosca precisa da teia
Ou um doutor, d'um livro de ABC
Eu preciso do teu amor
Como um faquir precisa de comida
Como um diabético, de uma ferida
Ou das vaias, precisa o cantor
Eu preciso te ter!
Como um morcego precisa do sol
Como o peixe precisa do anzol
Ou um anoréxico, de emagrecer
Eu pereciso da tua presença
Como da miséria, os plebeus
Como um ateu anseia por dEUS
Ou melhores amigos, de uma desavença
Por favor, não vá embora!
Preciso terminar esse poema
Ou vai me deixar com problema
Meu contrato ainda vigora!
domingo, 31 de outubro de 2010
Fada
Depois de uma garrafa de absinto, eis que nos surge uma inspiração realmente horrorshow! Mostro-lhes, ó, queridos leitores, o que nasceu naquela noite banhada de verde!De repente, vi uma fada
Uma fada verde, uma fada quente
Uma fada caliente
Aguçando a minha mente
Entrelaçando o meu corpo
Nas tripas, sinto um aborto
No meu corpo sinto um calor
Um calor verde
Que na minha rede
Faz-me gozar, sonhar de amor
E nestes versos sucintos
Com goles de absinto
Sinto em minha mente
Alegria, nestes versos dormentes
Lembranças e tristezas presentes
Do verde que um dia foi presente!
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Fiat Lux
Os maiores sacrifícios
As maiores dores
Todos os dissabores
Com poucos artifícios
Nos viramos em mil
Pra cumprir uma missão
E a fazemos com paixão
Com o coração febril
Sem amor, não anda
Trabalho mal feito
Não temos o despeito
De entrar nessa ciranda
Incitamos a curiosidade
Do infinito saber
É o belo alvorecer
Que as cabeças invade
É o brilho do sol
Raiando o dia
Trazendo a alforria
Lento qual caracol
O trabalho é duro
Às vezes, nem compensa
Caçada sem recompensa
Mas é honrado e puro
É essa honra que nos conduz
E temos autoridade de dEUS
Pra dizer aos filhos teus:
Faça-se a luz!
As maiores dores
Todos os dissabores
Com poucos artifícios
Nos viramos em mil
Pra cumprir uma missão
E a fazemos com paixão
Com o coração febril
Sem amor, não anda
Trabalho mal feito
Não temos o despeito
De entrar nessa ciranda
Incitamos a curiosidade
Do infinito saber
É o belo alvorecer
Que as cabeças invade
É o brilho do sol
Raiando o dia
Trazendo a alforria
Lento qual caracol
O trabalho é duro
Às vezes, nem compensa
Caçada sem recompensa
Mas é honrado e puro
É essa honra que nos conduz
E temos autoridade de dEUS
Pra dizer aos filhos teus:
Faça-se a luz!
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Teimosia
Ora quero, ora não
Ora beijo, ora bato
Ora bom, ora chato
Ora espero, em oração
Horas a fio
Passam devagar
Fico a esperar
Aquele arrepio
Nem tanto assim
Nem oito, nem oitenta
Nem três ele aguenta
É bom, mas não pra mim
É tudo o que preciso
Bonito, inteligente
Um futuro pela frente
E chegou sem aviso
Bonito... pode ser
Inteligente... também
Mas ele não me convém
Ele só quer aparecer
Vou me atirar fundo
Me jogar em seus braços
Já anseio os amassos
E nascer a cada segundo
Já não escuta a razão
Não raciocina mais
Já está longe do cais
Só ouve seu coração
Essa história já presenciei
Vai mergulhar no mar
E depois, vai se afogar
Só não diga que não avisei
Ora beijo, ora bato
Ora bom, ora chato
Ora espero, em oração
Horas a fio
Passam devagar
Fico a esperar
Aquele arrepio
Nem tanto assim
Nem oito, nem oitenta
Nem três ele aguenta
É bom, mas não pra mim
É tudo o que preciso
Bonito, inteligente
Um futuro pela frente
E chegou sem aviso
Bonito... pode ser
Inteligente... também
Mas ele não me convém
Ele só quer aparecer
Vou me atirar fundo
Me jogar em seus braços
Já anseio os amassos
E nascer a cada segundo
Já não escuta a razão
Não raciocina mais
Já está longe do cais
Só ouve seu coração
Essa história já presenciei
Vai mergulhar no mar
E depois, vai se afogar
Só não diga que não avisei
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Coração De Poeta
Pronto para encantar
Como num passe de mágica
Ou como morte trágica
Pode te fazer chorar
Não tem rosto, nem medo
Nem tamanho, nem idade
Nem peso, nem saudade
Nem vida, nem enredo
Não é doce, nem azedo
Não é cura, nem veneno
Nem grande, nem pequeno
Nem água, nem rochedo
É tudo e também nada
É vida e também morte
É azar e a melhor sorte
E nem todos agrada
Não é meu nem é seu
De todos e de ninguém
Faz o que lhe convém
Para nobre ou plebeu
É começo, meio e fim
É dEUs e diabo
No seu verso desabo
É tudo de bom e ruim
Como num passe de mágica
Ou como morte trágica
Pode te fazer chorar
Não tem rosto, nem medo
Nem tamanho, nem idade
Nem peso, nem saudade
Nem vida, nem enredo
Não é doce, nem azedo
Não é cura, nem veneno
Nem grande, nem pequeno
Nem água, nem rochedo
É tudo e também nada
É vida e também morte
É azar e a melhor sorte
E nem todos agrada
Não é meu nem é seu
De todos e de ninguém
Faz o que lhe convém
Para nobre ou plebeu
É começo, meio e fim
É dEUs e diabo
No seu verso desabo
É tudo de bom e ruim
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Amarguras De Um Gauche
Quero ser palhaço
Mas não faço rir
Quero ir pro espaço
Mas terei que partir
Quero ser ator
Mas não sei representar
Quero ser cantor
Mas não sei solfejar
Quero ser violonista
Mas não sei dedilhar
Quero ser guitarrista
Mas não sei solar
Quero ser escritor
Mas não tenho paciência
Quero fazer humor
Mas me falta sapiência
Quero ser ladrão
Mas não boto medo
Quero ser escrivão
Mas não tenho enredo
Quero ser malandro
Mas me falta esperteza
Quero ser arqueiro brando
Mas não tenho destreza
Quero ser clínico
Tenho medo de sangue
Quero ser cínico
Mas sou um tanto langue
Quero ser escalador
Mas tenho vertigem
Quero ser estuprador
Mas eu respeito virgem
Na minha vida incerta
Sou um ser sem nome
Só posso ser poeta
Pra morrer de amor e fome
Mas não faço rir
Quero ir pro espaço
Mas terei que partir
Quero ser ator
Mas não sei representar
Quero ser cantor
Mas não sei solfejar
Quero ser violonista
Mas não sei dedilhar
Quero ser guitarrista
Mas não sei solar
Quero ser escritor
Mas não tenho paciência
Quero fazer humor
Mas me falta sapiência
Quero ser ladrão
Mas não boto medo
Quero ser escrivão
Mas não tenho enredo
Quero ser malandro
Mas me falta esperteza
Quero ser arqueiro brando
Mas não tenho destreza
Quero ser clínico
Tenho medo de sangue
Quero ser cínico
Mas sou um tanto langue
Quero ser escalador
Mas tenho vertigem
Quero ser estuprador
Mas eu respeito virgem
Na minha vida incerta
Sou um ser sem nome
Só posso ser poeta
Pra morrer de amor e fome
terça-feira, 31 de agosto de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Aos 60
Não lembro do último dia
Que você veio me ver
Acabar com a calmaria
Veio cheia de energia
Doida pra me enlouquecer
Quando eu menos esperava
Você começou devagar
Parecia que me atocaiava
Parecia que me buscava
E não sabia onde procurar
Tal como uma puta fria
Que começa meio sem sal
Mas esquenta minha alegria
Quem me dera essa magia
Não fosse só um carnaval
Que é uma vez por ano
Demora até sua vez chegar
Parece uma eternidade e tanto
Mas não dura quanto
Eu acho que tem que durar
Mas já não me importo
Já não ligo mais pra isso
Hoje eu só me comporto
Olho pra trás e me conforto
Pois, um dia, fui submisso
Mas assim é minha vida
E meus sonhos assim morrerão
Hoje já está absolvida
Não quero mais essa bandida
Essa bastarda dessa ereção!
Que você veio me ver
Acabar com a calmaria
Veio cheia de energia
Doida pra me enlouquecer
Quando eu menos esperava
Você começou devagar
Parecia que me atocaiava
Parecia que me buscava
E não sabia onde procurar
Tal como uma puta fria
Que começa meio sem sal
Mas esquenta minha alegria
Quem me dera essa magia
Não fosse só um carnaval
Que é uma vez por ano
Demora até sua vez chegar
Parece uma eternidade e tanto
Mas não dura quanto
Eu acho que tem que durar
Mas já não me importo
Já não ligo mais pra isso
Hoje eu só me comporto
Olho pra trás e me conforto
Pois, um dia, fui submisso
Mas assim é minha vida
E meus sonhos assim morrerão
Hoje já está absolvida
Não quero mais essa bandida
Essa bastarda dessa ereção!
sábado, 14 de agosto de 2010
Tão Cedo
Já está indo embora?
Toma mais um copo
Isso, ou eu te dopo
Você vai justo agora?
Fuma mais um cigarro
Esquece o que passou
Me diz quem me matou
Ou na angústia me amarro
Ainda está cedo pra ir
Sobra vinho na taça
Vem aqui e me abraça
O céu nem começou a cair
Senta e me ressuscita
Me acalma com um sorriso
Me beija de improviso
Me dá a tua guarita
Eu ainda estou com medo
Não vá saindo tão triste
Por favor, não desite
Ainda está muito cedo
Toma mais um copo
Isso, ou eu te dopo
Você vai justo agora?
Fuma mais um cigarro
Esquece o que passou
Me diz quem me matou
Ou na angústia me amarro
Ainda está cedo pra ir
Sobra vinho na taça
Vem aqui e me abraça
O céu nem começou a cair
Senta e me ressuscita
Me acalma com um sorriso
Me beija de improviso
Me dá a tua guarita
Eu ainda estou com medo
Não vá saindo tão triste
Por favor, não desite
Ainda está muito cedo
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Deicídio
Meu Deus, o que eu fiz?
Não vejo mais o teu amor
De ti, só sinto o rancor
Não morri por um triz
Conheceste o demônio em flor
Camuflada de fiel amiga
Serpente fazendo intriga
Fez-te vil e pecador
Não me vias à tua frente
Após horas de preparo
Minhas pernas escancaro
E me fazias evanescente
Ser sem igual na terra
Sagrado e onipotente
O Deus mais imponente
Mas Ele também erra
Até então não tinha ciência
De como tu me controlavas
Das vezes que tu me calavas
Esta era tua triste tendência
Não vou ser mais uma infeliz
Não quero mais teu sorriso
Nem perecer diante do paraíso
Nem nosso nome riscado de giz
Não quero passear à esmo
Soltar de vez minha libido
Naquele tom maior sustenido
Não... Não quero mesmo
Eis-me para o Deicídio
Mato agora teu Deus em mim
Dando ao meu pranto um fim
Neste bem pensado suicídio
Não vejo mais o teu amor
De ti, só sinto o rancor
Não morri por um triz
Conheceste o demônio em flor
Camuflada de fiel amiga
Serpente fazendo intriga
Fez-te vil e pecador
Não me vias à tua frente
Após horas de preparo
Minhas pernas escancaro
E me fazias evanescente
Ser sem igual na terra
Sagrado e onipotente
O Deus mais imponente
Mas Ele também erra
Até então não tinha ciência
De como tu me controlavas
Das vezes que tu me calavas
Esta era tua triste tendência
Não vou ser mais uma infeliz
Não quero mais teu sorriso
Nem perecer diante do paraíso
Nem nosso nome riscado de giz
Não quero passear à esmo
Soltar de vez minha libido
Naquele tom maior sustenido
Não... Não quero mesmo
Eis-me para o Deicídio
Mato agora teu Deus em mim
Dando ao meu pranto um fim
Neste bem pensado suicídio
domingo, 25 de julho de 2010
Romântico
Flores para uma flor
A lua, tímida, se esconde
Eu beijo tua fronte
Com todo o meu amor
Tome, é o meu melhor poema
De amor ele é entalhado
O mais belo e bem acabado
Sem soslaio e sem dilema
O meu amor é sem fim
Grande como o universo
Verdadeiro, sem inverso
E forte como o carmim
Isso seria, quem sabe
O ensaio de um cego
Um burro alter ego
Que aqui não cabe!
O romântico de verdade
Sofre em silêncio e só
Tem a mulher e tem um nó
Que não desata por caridade
No século dezenove, sim!
Existiam românticos
Com seus tristes cânticos,
Amadas, dilemas, enfim!
Um sentimento no lixo
Completamente alterado
Sem dó foi dilacerado
E transformado em bicho
Estranho hoje em dia
Metamorfoseado em moda
Vergonha que incomoda
Pecado que não expia
A lua, tímida, se esconde
Eu beijo tua fronte
Com todo o meu amor
Tome, é o meu melhor poema
De amor ele é entalhado
O mais belo e bem acabado
Sem soslaio e sem dilema
O meu amor é sem fim
Grande como o universo
Verdadeiro, sem inverso
E forte como o carmim
Isso seria, quem sabe
O ensaio de um cego
Um burro alter ego
Que aqui não cabe!
O romântico de verdade
Sofre em silêncio e só
Tem a mulher e tem um nó
Que não desata por caridade
No século dezenove, sim!
Existiam românticos
Com seus tristes cânticos,
Amadas, dilemas, enfim!
Um sentimento no lixo
Completamente alterado
Sem dó foi dilacerado
E transformado em bicho
Estranho hoje em dia
Metamorfoseado em moda
Vergonha que incomoda
Pecado que não expia
terça-feira, 6 de julho de 2010
Flor De Ir Embora
Ela é bela como o mar
Triste como a morte
Pode ser o meu norte
Qual flor posso te dar?
Uma rosa pra te encontrar
Uma flor cheia de beleza
Ou um brinco de princesa
Pra eu poder te enfeitar?
Miosotis azul como o céu
Será que você a recusa
Porque prefere, minha musa
Um simples anis de papel?
Uma íris da praia pra você
Que eu amo em segredo
Ou fará o meu enredo
Um beijo pintado à mercê?
Não me aproximo de ti
Como uma lantana, do sol
Ou como peixe de um anzol
Tenho medo de me destruir
Você é uma gota-de-orvalho
Única, sem sofreguidão
Eu sou mais um na multidão
Uma carta num baralho
Você é dália, peônia, azaleia
Lírio, ciclame, magnólia e manacá
Me embrigado aqui, ali e acolá
De teu amor, nem tenho ideia
Você parece labiata escondida
Nunca aparece na rua
E quando sai, à luz da lua
Te vejo só, triste e perdida
E quando tomo fôlego ao sol
Te encontro de olhos fechados
E meus sonhos são arruinados
Lá se vai meu girassol
Flor de seda, agora sem jardim
Dar-te-ia uma flor de te amar
Ou apenas uma flor de encontrar
Podia ser um simples jasmim
Podia ser uma flor de te beijar
O que seria meu doce desejo
E podia te dar, nesse ensejo
Uma flor de nos arraigar
Qual seria sua flor amada?
Só o que posso dizer
É que o cravo pode ser
A flor mais indesejada
Qual delas, não sei agora
Mas posso me aproximar
E, finalmente te dar,
Uma flor de ir embora
Triste como a morte
Pode ser o meu norte
Qual flor posso te dar?
Uma rosa pra te encontrar
Uma flor cheia de beleza
Ou um brinco de princesa
Pra eu poder te enfeitar?
Miosotis azul como o céu
Será que você a recusa
Porque prefere, minha musa
Um simples anis de papel?
Uma íris da praia pra você
Que eu amo em segredo
Ou fará o meu enredo
Um beijo pintado à mercê?
Não me aproximo de ti
Como uma lantana, do sol
Ou como peixe de um anzol
Tenho medo de me destruir
Você é uma gota-de-orvalho
Única, sem sofreguidão
Eu sou mais um na multidão
Uma carta num baralho
Você é dália, peônia, azaleia
Lírio, ciclame, magnólia e manacá
Me embrigado aqui, ali e acolá
De teu amor, nem tenho ideia
Você parece labiata escondida
Nunca aparece na rua
E quando sai, à luz da lua
Te vejo só, triste e perdida
E quando tomo fôlego ao sol
Te encontro de olhos fechados
E meus sonhos são arruinados
Lá se vai meu girassol
Flor de seda, agora sem jardim
Dar-te-ia uma flor de te amar
Ou apenas uma flor de encontrar
Podia ser um simples jasmim
Podia ser uma flor de te beijar
O que seria meu doce desejo
E podia te dar, nesse ensejo
Uma flor de nos arraigar
Qual seria sua flor amada?
Só o que posso dizer
É que o cravo pode ser
A flor mais indesejada
Qual delas, não sei agora
Mas posso me aproximar
E, finalmente te dar,
Uma flor de ir embora
sábado, 19 de junho de 2010
Lascívia
Numa noite que acabava
Com os amigos, reunido
No bolso, um estalido
O celular que vibrava
Um pedido foi ouvido
E as minhas mãos tremeram
E os lábios encolheram
Vou caminhando perdido
Os braços me envolveram
Ébrios olhos se fitaram
As carícias começaram
E as bocas enlouqueceram
Nossos lábios se encontraram
Lascívia às escondidas
Olhos vendo as mordidas
Mas as horas nos faltaram
As coisas mal resolvidas
Ocorreram bem devagar
Só não sei como olvidar
Todas aquelas feridas
Se eu puder te amar
Com a cabeça vazia
Em uma noite fria
Irás sempre te lembrar
Com os amigos, reunido
No bolso, um estalido
O celular que vibrava
Um pedido foi ouvido
E as minhas mãos tremeram
E os lábios encolheram
Vou caminhando perdido
Os braços me envolveram
Ébrios olhos se fitaram
As carícias começaram
E as bocas enlouqueceram
Nossos lábios se encontraram
Lascívia às escondidas
Olhos vendo as mordidas
Mas as horas nos faltaram
As coisas mal resolvidas
Ocorreram bem devagar
Só não sei como olvidar
Todas aquelas feridas
Se eu puder te amar
Com a cabeça vazia
Em uma noite fria
Irás sempre te lembrar
segunda-feira, 3 de maio de 2010
O Vencedor
Primeiro, posso perguntar:
Preciso permanecer preso?
Parafrasear para pensar?
Parto, paixão, pranto, peso.
Linhas lamentavelmente ligadas
Leis limitando luzes lassas
Lucidez e lembranças logradas
Lampejos legitimando liças
E quando eu puder te olhar
Encarar-te sem medo
Eu precisarei de um mar
Pra valer meu enredo
Que será pobre e breve
Palavras soltas no ar
Congeladas numa neve
Um frio pra te matar
Valho-me de Quintana e Drummond
Apesar das pedras no caminho
Nessa guerra, estou no front
Elas passarão, eu passarinho
Preciso permanecer preso?
Parafrasear para pensar?
Parto, paixão, pranto, peso.
Linhas lamentavelmente ligadas
Leis limitando luzes lassas
Lucidez e lembranças logradas
Lampejos legitimando liças
E quando eu puder te olhar
Encarar-te sem medo
Eu precisarei de um mar
Pra valer meu enredo
Que será pobre e breve
Palavras soltas no ar
Congeladas numa neve
Um frio pra te matar
Valho-me de Quintana e Drummond
Apesar das pedras no caminho
Nessa guerra, estou no front
Elas passarão, eu passarinho
terça-feira, 27 de abril de 2010
Pupilo de Amon-Rá
Já fui uma pequena semente
Querendo ser grande e imponente
Regado, pude crescer livremente
Virei broto quase de repente
Sobrevivi à muitas tempestades
Senti frio, fome e também calor
Ansiava por grandes cidades
De suas brisas, sentir o sabor
Enquanto isso, fitava Amon-Rá
começava às cinco da matina
E continuava até ele descansar
E essa sempre foi minha rotina
Até que fui decepado do jardim
Me jogaram num lugar indesejado
Lá, ainda senti aroma de jasmim
Depois, abri os olhos, alarmado
Onde estou? Como vim parar aqui?
Pelo menos, pude obter respostas
Consegui ver uma sala e um guri
Onde estou? Façam suas apostas
Luzes artificiais me rodeiam
Sou um pupilo de Amon-Rá!
Será que todos me odeiam?
Assim, estou fadado a murchar
Minha cabeça cai aos poucos
Sei que eu preciso do Sol
Acho que deus só olha os loucos
Já escuto a Valsa Em Ré Menor
Querendo ser grande e imponente
Regado, pude crescer livremente
Virei broto quase de repente
Sobrevivi à muitas tempestades
Senti frio, fome e também calor
Ansiava por grandes cidades
De suas brisas, sentir o sabor
Enquanto isso, fitava Amon-Rá
começava às cinco da matina
E continuava até ele descansar
E essa sempre foi minha rotina
Até que fui decepado do jardim
Me jogaram num lugar indesejado
Lá, ainda senti aroma de jasmim
Depois, abri os olhos, alarmado
Onde estou? Como vim parar aqui?
Pelo menos, pude obter respostas
Consegui ver uma sala e um guri
Onde estou? Façam suas apostas
Luzes artificiais me rodeiam
Sou um pupilo de Amon-Rá!
Será que todos me odeiam?
Assim, estou fadado a murchar
Minha cabeça cai aos poucos
Sei que eu preciso do Sol
Acho que deus só olha os loucos
Já escuto a Valsa Em Ré Menor
terça-feira, 20 de abril de 2010
Hoje Eu Quero Ficar Sóbrio
De tão ébrio fala meu coração:
"Pareces um porco, seu vadio!
Vais morrer em terreno baldio!
Quanta ignominiosa depressão!"
Mas hoje eu senti um arrepio
Quando vi um sorriso chegando
Um doce perfume se aproximando
E me explodindo sem um pavio
De tão ébrio, eu vou falando:
"Como pode existir essa beleza?
Mulher assim, só vi na realeza
É digna de passar levitando
Do coração, escuto com clareza:
"Ora, mas o que acontece aqui?
Será que estou escutando a ti?
Como foi ocorrer essa tristeza?"
Como podes me fazer um opróbrio?
Dizendo que isso é uma tristeza!?
Qual é a sua magnânima natureza?
Hoje não... hoje eu quero ficar sóbrio!
"Pareces um porco, seu vadio!
Vais morrer em terreno baldio!
Quanta ignominiosa depressão!"
Mas hoje eu senti um arrepio
Quando vi um sorriso chegando
Um doce perfume se aproximando
E me explodindo sem um pavio
De tão ébrio, eu vou falando:
"Como pode existir essa beleza?
Mulher assim, só vi na realeza
É digna de passar levitando
Do coração, escuto com clareza:
"Ora, mas o que acontece aqui?
Será que estou escutando a ti?
Como foi ocorrer essa tristeza?"
Como podes me fazer um opróbrio?
Dizendo que isso é uma tristeza!?
Qual é a sua magnânima natureza?
Hoje não... hoje eu quero ficar sóbrio!
sexta-feira, 26 de março de 2010
Nãããããão!!!
Não vão me afogar,
Me matar, me estuprar
Não vão me esconder,
Me refazer, me tolher,
Não vão me reprimir
Me inibir, me induzir
Não vão querer meu amor
Meu ardor, minha dor
Não vão me afastar
Do céu, do sol e do mar
Não vão me querer
De manhã ou ao anoitecer
Não vão me partir
Nem nunca me seduzir
Só querem me contrapor
Me impor eterno torpor
Me matar, me estuprar
Não vão me esconder,
Me refazer, me tolher,
Não vão me reprimir
Me inibir, me induzir
Não vão querer meu amor
Meu ardor, minha dor
Não vão me afastar
Do céu, do sol e do mar
Não vão me querer
De manhã ou ao anoitecer
Não vão me partir
Nem nunca me seduzir
Só querem me contrapor
Me impor eterno torpor
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